O final da Primavera e o início do Verão é o período ideal para observar o acanto (Acanthus mollis) – também conhecido por erva-gigante, branca-ursina e pé-de-urso – , planta muito usada em jardins e que cresce espontaneamente em Portugal e nos países mediterrânicos.
O nome da espécie revela duas das suas características: a palavra grega “ákantha” significa “espinho”, elemento visível nas sépalas, e “mollis”, significa “macio”, qualidade das folhas.
Estas últimas, que além de macias são bastante recortadas, figuram nos capiteis coríntios desde a sua criação, ainda antes do nascimento de Cristo.
O acanto é preferencialmente polinizado por abelhas, insectos que têm tamanho e força suficiente para furar o apertado espaço entre a sépala inferior e a superior.
sábado, 12 de setembro de 2015
Campainhas-de-Outono
A Primavera há muito que partiu, mas para algumas plantas o Outono é sinónimo de floração. É o caso das campainhas-de-Outono (Leucojum autumnale), que crescem em terrenos abertos perto de matos, áreas incultas ou substratos rochosos, e florescem de Agosto até final de Novembro.
A flor mede cerca de 1 centímetro
Capuz-de-frade
O período de floração do capuz-de-frade (Arisarum simorrhinum), planta também conhecida por candeias, começa em Setembro e prolonga-se até Dezembro. O nome comum da espécie deve-se à forma da espata (bráctea foliar com cerca de 4 cm que protege as flores masculinas e as femininas), cuja abertura lembra o capuz de um frade.
Prefere áreas até 500 metros de altitude, onde ocupa vários biótopos: terrenos cultivados; margens de linhas de água; clareiras de matos e bosques, fendas de afloramentos rochosos; etc..
Prefere áreas até 500 metros de altitude, onde ocupa vários biótopos: terrenos cultivados; margens de linhas de água; clareiras de matos e bosques, fendas de afloramentos rochosos; etc..
Ipoméia
(campainha, glória da manhã)
As delicadas trepadeiras que pertencem a esse gênero apresentam um desenvolvimento semelhante ao das ervas daninhas, tal a rapidez com que se alastram. No entanto, nem todas as espécies possuem essa constituição para se tornarem invasoras, como, por exemplo, a Ipomoea purpurea. Trata-se de uma planta bem resistente, originária da América tropical. Produz grandes folhas cordiformes e flores com desenho de trombeta, muito delicadas. Constitui uma trepadeira semi-lenhosa, com folhas cordiformes e flores grandes, purpúreas, com formato de trombeta. Também existem variedades com floração roxa, branca, azulada e até multicolorida.
Todas as manhãs elas se abrem, logo que os raios solares começam a incidir sobre a planta. Assim, a trepadeira, que estava toda verde, cobre-se e ganha um visual diferente. Também existem algumas espécies que possuem raízes carnosas, mais apropriadas para o cultivo em interiores.
Primavera e verão
O momento do replantio é o melhor para se colocar suporte nas trepadeiras, se preferir que elas subam, em vez de penderem. Enterre varetas de bambu ou um arco de arame no composto, de maneira cuidadosa, a fim de não danificar as raízes.
Todas as ipoméias apreciam bastante luz solar e a temperatura ideal, no verão, deve ficar por volta dos 20°C.
Mantenha o composto umedecido e adube com fertilizante líquido a cada três semanas, de outubro a março, para incentivar a floração.
Pulverize água nos dias de maior calor, evitando atingir as flores. Como cada flor dura pouco, pode as que estiverem murchas, para encorajar o aparecimento de outras.
Outono e inverno
Depois da florada, pode as espécies perenes a 10cm do solo. As formas que apresentam raízes carnosas murcham e morrem, após completarem seu ciclo vital.
Pare de adubar todas as ipoméias e reduza as regas de maneira a deixar o composto quase seco. Preste atenção para não permitir que as plantas fiquem em ambientes nos quais a temperatura caia abaixo dos 13°C.
Propagação
Para conseguir um arranjo vistoso, coloque várias sementes em cada vaso. Depois de germinadas, desbaste de modo a deixar 10cm entre os exemplares. As plantas rasteiras devem ser semeadas em sementeiras com uma mistura de partes iguais de turfa e areia.
I. nu, provavelmente da África tropical, forma uma trepadeira perene. Possui ramagem pilosa, folhas cordiformes e flores em forma de trombeta que se cobrem de azul-claro ou escuro e, gradativamente, tornam-se vermelhas ou púrpuro-avermelhadas, no verão.
I. hoiubii, originária da África do Sul, forma uma planta baixa que atinge 25 cm de altura, a partir de uma estrutura basal semelhante a um bulbo. Em seu habitat natural, essa estrutura fica enterrada, mas no cultivo doméstico deve apenas apoiar-se na superfície do solo. Seus caules delgados produzem folhas finas e flores grandes, em forma de trombeta, coloridas de púrpura, que desabrocham durante todo o verão.
Qualquer tipo de semente deve receber apenas uma fina camada de solo por cima. Mantenha a temperatura em torno de 20°C, protegendo o conjunto do sol direto. Umedeça sempre o composto. Quando as mudas das espécies rasteiras puderem ser manuseadas, transplante-as para vasos individuais, cuidando para não danificar suas raízes.
I. tricolor, do México, constitui outra espécie trepadeira. Possui folhas verdes, cordiformes, e flores grandes, em forma de trombeta, no verão, assumindo coloridos variados. Embora perene, viceja melhor como anual.
Dente de Leão
O Dente-de-Leão, (nome científico Taraxacum officinalis), é uma planta muito difundida pelo mundo afora, da família Compositae (Asteracear) tendo sua origem vinda do norte da Europa inclusive por médicos. No Brasil é encontrada em jardins, em locais onde existem condições favoráveis para sua proliferação, como terra rica, matéria orgânica e umidade. Produz uma flor amarela muito importante como pasto apícola, pois suas flores são muito ricas em néctar. Características
É uma planta de pequeno porte, anual, se multiplica por sementes ou por divisão de touceiras. Suas folhas são amargas, de bordo invaginante, um pouco latescente, e de verde claro. Suas flores são douradas, e suas sementes possuem uma estrutura que facilita a dispersão pelo vento. Sua raiz é pivotante. Prefere climas amenos a frio.
Cultivo e Colheita
Por ser uma planta espontânea, ela nasce sem a intervenção do ser humano, cresce com facilidade e resiste aos diferentes estresses a que é submetido, indicando que é de fácil cultivo. Outra informação de origem popular é a de que onde ela nasce o solo é bom, podendo ser plantado no local até espécies mais exigentes, como brócolis, couve-flor ou repolho.
No Brasil não existe cultivo comercial do dente-de-leão, sendo estes cultivos comerciais realizados mais em países europeus. Planta-se preferencialmente em canteiros para facilitar a colheita. Deve-se dar preferencia para semear no canteiro direto ou transplantar no outono em nossa região, pois como prefere clima mais frio.

Por ser uma planta espontânea, ela nasce sem a intervenção do ser humano, cresce com facilidade e resiste aos diferentes estresses a que é submetido, indicando que é de fácil cultivo. Outra informação de origem popular é a de que onde ela nasce o solo é bom, podendo ser plantado no local até espécies mais exigentes, como brócolis, couve-flor ou repolho.
No Brasil não existe cultivo comercial do dente-de-leão, sendo estes cultivos comerciais realizados mais em países europeus. Planta-se preferencialmente em canteiros para facilitar a colheita. Deve-se dar preferencia para semear no canteiro direto ou transplantar no outono em nossa região, pois como prefere clima mais frio.

Curiosidades
As folhas dessa planta são ricas em vitaminas A, B, C, e D e cálcio, potássio e ferro, além de serem muito saborosas enquanto ainda estão novas. O chá feito de suas folhas ou de suas raízes auxilia no controle da hipertensão e de deficiências cardíacas.
As flores do dente de leão se abrem aproximadamente às cinco da manhã e se fecham no final da tarde, sendo por isso chamada de relógio suíços. Existe ainda a crença de que quando suas sementes saem voando na ausência de vento, seria um indicativo de chuva eminente. Suas sementes amadurecidas, são sopradas pelas crianças como uma brincadeira, podendo alcançar grandes distâncias, devido a sua leveza.
Por que Dente-de-leão?
Esta planta já era chamada de "dent-de-lion" pelos Normandos Gálicos, um dos muitos povos que na Idade Média habitavam a região que hoje chamamos de França.
O nome é devido, provavelmente, à forma das folhas, que lembrariam dentes de leão. Quando a Inglaterra foi conquistada pelos Normandos, em 1066, os Saxões (que então habitavam a Inglaterra) criaram, a partir do nome "dent-de-lion", a variação dandelion que até hoje é o nome popular dado à planta nos países de língua inglesa.
O Dente-de-leão é chamado pelos botânicos de Taraxacum officinale. "Taraxacum" é, provavelmente, uma latinização do termo persa "tarashgun", que significa "erva amarga". Já "officinale", por sua vez, é um adjetivo latino empregado para designar plantas usadas nas farmácias para a preparação de medicamentos. Então, se fossemos traduzir para a nossa língua o nome científico do dente-de-leão, chegaríamos a algo como "erva amarga de uso medicinal".
Fonte: Oficina de Ervas
Cogumelo Sangrento
Um cogumelo muito bizarro e que consegue despertar a atenção de qualquer criatura que passe por perto é o Cogumelo Sangrento, como costuma ser chamado popularmente.O Hydnellum peckii não é comestível, sendo encontrado em várias partes do mundo como América do Norte, Europa, e tendo sido visto também no Irã e Coréia.
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Dá para confundir com um lindo sorvete de creme com bolinhas de cobertura de morango? |
Ele expele uma seiva brilhante com pigmento avermelhado que contém propriedades anticoagulantes. Embora não sejam inteiramente tóxicos, dizem que tem um gosto extremamente amargo, tornando praticamente impossível ingeri-los.
O líquido vermelho que ele libera contém pigmentos e substâncias com propriedades anticoagulantes, como a heparina. Outros anticoagulantes como a atrometina também são encontrados.
Dama da Noite
Cientificamente conhecida como Cestrum Nocturnum, a Dama da Noite é uma das formas que esta flor é conhecida, sendo também conhecida popularmente como: Coerana, Coirana, Flor da Noite, Jasmin da Noite, Jasmin Verde ou Rainha da Noite.
A Dama da Noite é uma planta que é conhecida e se caracteriza por exalar um perfume peculiar no período noturno. O perfume desta espécie vegetal está entre os mais fortes exalados por plantas. Em inglês, a planta é chamada de Night Blooming Cestrum, Lady of the Night. É uma espécie vegetal que faz parte da família de plantas chamada de Solanaceae. Essa família de espécies vegetais, a Solanaceae, é composta por 10 gêneros e 3.000 espécies distintas. Essas plantas são encontradas com facilidade na América do Sul, é uma planta nativa do continente Americano, sendo oriunda do México e das Antilhas, mas existem também algumas espécies que são oriundas da Índia.
Características e onde encontrá-las?
As especies desta família são encontradas em locais como árvores, ervas e trepadeiras. As espécies que compõem a família das Solanaceae possuem como característica a facilidade de se adaptarem aos diferentes climas, devido a sua rusticidade. A inflorescência da Dama da Noite é muito abundante, e normalmente surgem nos períodos da primavera e do verão. As flores dessa espécie vegetal são bastante atrativas para os animais, principalmente as abelhas, beija-flores e borboletas. Devido ao fato de atraírem esses animais, a polinização dessas plantas acaba acontecendo com o auxilio deles, principalmente das abelhas, que conduzem o pólen de uma Dama da Noite para a antera de outra flor da espécie.
Usos em Jardinagem e Ambientização
É uma planta vigorosa e de rápido crescimento, ela é utilizada geralmente isolada, mas fica bem em pequenos grupos. É uma peça indispensável em jardins aromáticos, “dos sentidos” e borboletários. Pode ser conduzida como arvoreta e trepadeira também, através de podas e tutoramento, perfumando assim calçadas, pátios e cobrindo caramanchões, arcos, treliças, entre outros suportes. Para atenuar-lhe o forte perfume, deve ser plantada à meia-sombra, desta forma sua floração será menos intensa.
Os frutos da Dama da Noite são do tipo Baga, possuem cor branca e são translúcidos (que deixa passar a luz) em seu interior. É necessário cuidado, pois a planta é toda tóxica. No entanto, nos frutos e nas folhas existe uma concentração maior de glicosídeo. Quando acontece a intoxicação de pessoas por causa da Dama da Noite, a pessoa sofrerá com náuseas e vômitos, agitação psicomotora, distúrbios comportamentais, alucinações e secura das mucosas. A Dama da Noite é uma planta com características ornamentais, sendo bastante usada no paisagismo. Devido ao seu odor, ela também é usada pela industria da perfumaria. Segundo as crenças populares, a utilização do óleo essencial da Dama da Noite ajuda as pessoas a manterem o vigor sexual.
Não deve ser utilizada próximo a janelas de dormitórios, principalmente em quartos de pessoas sensíveis e crianças. Diz-se que sua pungente fragrância é uma dos mais fortes entre as plantas; algumas pessoas a acham enjoativa. Suas flores atraem diversas espécies de abelhas, beija-flores e borboletas.
Como cultivar?
Os hábitat naturais de cultivo da Dama da Noite, são as regiões que possuem o clima tropical. No entanto, essa espécie vegetal se adapta a ser cultivada em locais que apresentam clima equatorial e subtropical. A Dama da Noite é uma espécie vegetal rústica, que exige poucos cuidados para cultivo, necessitando apenas que o local de cultivo seja quente e úmido
É uma espécie vegetal que deve ser cultivada sob pleno sol ou no máximo a meia sombra quando cultivadas em locais extremamente quentes. O cultivo da Dama da Noite em locais a meia sombra tende a diminuir o forte perfume da Dama da Noite, pois desta forma a floração será menor, o que acabará resultando em menor perfume exalado. O solo ideal para o cultivo da Dama da Noite é o do tipo arenoso e deve ser fértil, apresentando uma boa capacidade de drenagem. Para manter a fertilidade do solo, é interessante que seja feito o uso de material orgânico para enriquecimento do solo.
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