terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

léia-alaranjada


  • Nome Comum:léia, léia-alaranjada
  • Nome Científico:Leea coccinea
  • Grupo:Arbustos
Autor: Raul Cânovas
Com uma aparência similar a Nandina domestica, já que ela é ereta, foi classificada e introduzida na Inglaterra pelo botânico escocês James Lee (1715 - 1795) que a cultivou em Syon House, propriedade do Duque de Northumberland, cujos jardins foram desenhados por Capability Brown. Uma curiosidade é que o filme “Assassinato em Gosford Park” de Robert Altman, teve como cenário principal este palácio e foi vencedor do Oscar, na categoria de melhor roteiro original em 2001.
Mas, voltando à léia, me lembro que há mais ou menos trinta anos era desconhecida e decidi experimentá-la em um projeto a ser implantado em Bauru – SP. O colecionador que a cultivava duvidou que pudesse desenvolver longe das praias quentes do litoral Norte do Estado de Rio de Janeiro. Sem embargo, se aclimatou bem e hoje é comum nos jardins de todo o país.
Tanto ela como a Leea rubra, que se diferencia pelo tom avermelhado das folhas, podem ser usadas formando grupos compactos para criar excelentes barreiras visuais, já que a folhagem forma uma estrutura muito densa e com um brilho que lhe é peculiar.

Sinônimos estrangeiros: Hawaiian holly, burgundy leea, west indian holly(em inglês). 
Família: Vitaceae. 
Características: Arbusto entouceirado e ereto. 
Porte: 2 a 2,80 m de altura. 
Fenologia: Primavera e verão. 
Cor da flor: Vermelha. 
Cor da folhagem: Verde-brilhante. 
Origem: Burma, Camboja. 
Clima: Tropical/ subtropical (não tolera geadas). 
Luminosidade: Sol pleno ou meia-sombra. 

Latânia-vermelha

  • Nome Científico:Latania commersonii
  • Grupo:Palmeiras
Autor: Raul Cânovas
Com suas folhas palmadas e plissadas, que podem alcançar um tamanho de três metros, esta palmeira, cujo palmito não é visível, prefere solos profundos e drenados, sendo tolerante à estiagem porém exigente de regas na estação quente. O transplante é muito delicado, portanto é aconselhável comprá-la de produtores que a cultivam em potes. O crescimento é lento.
No sentido literal é uma espécie notável, e não apenas pela cor das folhas, mas também pelo aspecto escultórico que sua coroa foliar possui. Obviamente não é uma palmeira para formar cercas ou para ficar relegada a um segundo plano, ela deve ser pensada para um lugar de destaque merecendo, inclusive, complementos arquitetônicos como pisos e mobiliário que a complementem.
Sinônimos estrangeiros: latania roja, latania rubra (em espanhol); red latan palm (em inglês); rouge latanier (em francês). 
Família: arecaceae. 
Características: palmeira com um tronco único e acinzentado, que pode medir entre 20 e 25 cm de diâmetro. 
Porte: 10 a 15 m de altura. 
Fenologia: primavera. 
Cor da flor: Amarronzado, brotando entre as folhas e atingindo quase 2 metros de comprimento. 
Cor da folhagem: nas plantas mais jovens as nervuras e os pecíolos são vermelhos com uma camada lanosa esbranquiçada. Mais tarde tornam-se verdes. As mais velhas se inclinam para baixo. 
Origem: Ilhas Mascarenhas: Reunião e Mauricio, ao leste de Madagascar. Nesta última ilha foi extinta, por causa de desmatamentos. 
Clima: prefere regiões litorâneas tropicais, suportando muito bem os ventos salinos. Não tolera geadas. 
Luminosidade: sol pleno ou boa luminosidade. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

jacarandá-do-campo

Nome Comum:
Pau-muchiba, guaximbé, jacarandá-do-campo, jacarandá-bico-de-pato, pau-muchiba, bico-de-pato, sapuva
Nome Científico:
Machaerium acutifolium
Grupo:
Árvores
Podendo atingir até 15 metros de altura, esta árvore possui casca grossa, profundamente fissurada. Trata-se de uma espécie hermafrodita cujas flores são polinizadas por pequenos insetos.
As folhas da Michaerium acutifolium são alternadas, compostas por 5 a 9 pares de folíolos grandes - até 12cm de comprimento, ovalados, pontiagudos. Suas flores são ramificadas (tipo panícula), pendentes, com até 100 flores de aproximadamente 5 mm de comprimento com o centro em um tom creme-esverdeada e pétalas avermelhadas.
Família: Leguminosae-Papilionoideae
Características: Árvore
Porte: de 5 a 15 metros de altura
Fenologia: Os frutos estão maduros de setembro a novembro.
Cor da flor: Avermelhadas
Cor da folhagem: verde bandeira
Ocorrência Florestas: Restinga, Mata Ciliar, Mata Paludosa, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual

Jasmim-brasileiro

Nome Comum:dipladênia, Mandevila, Jalapa-do-campo, Jasmim-brasileiro, Tutti-frutti
Nome Científico:
Mandevilla splendens
Grupo:
Arbustos
Seu nome mais popular se origina de duas palavras gregas: diplos que significa duplo e aden que quer dizer glândula; por causa dos dois órgãos que produzem as secreções levadas até o ovário da flor. As folhas surgem em posição oposta ao longo das hastes que se prendem em qualquer lugar que lhes permita crescer. As flores, assemelhadas com trombetas, tem suas bordas dobradas para trás, abrindo nos entremos dos ramos em grupos de geralmente três ou quatro flores de grande tamanho, ultrapassando, as vezes dez centímetros de diâmetro. Preferem umidade alta e é tolerante aos ventos marítimos sendo aconselhada nos jardins costeiros.
No paisagismo pode ser utilizada para pergolados onde se busque uma sombra leve, já que não é uma espécie de grande densidade. Esta observação é importante porque muitas vezes são plantadas, em pérgulas, espécies de crescimento por demais vigoroso, que acabam por formar uma teia de ramos secos por baixo e uma boa florada quando contemplada desde fora. O que, digamos, não é muito atrativo para quem se refugia nesse ambiente procurando não apenas uma boa sombra mas, também, um local agradavelmente florido.

Sinônimos estrangeiros: mandevilla, pink allamanda (em inglês); dipladênia (em espanhol).
Família: Apocynaceae.
Características: trepadeira semi-lenhosa e volúvel.
Porte: Ramos de até 5 m.
Fenologia: Final da primavera, verão e outono.
Cor da flor: rosa com o centro amarelo e algumas brancas, vermelhas ou totalmente róseas.
Cor da folhagem: verde-escura, com folhas elípticas e coriáceas.
Origem: Sudeste do Brasil.
Clima: subtropical (quente e úmido).
Luminosidade: Meia sombra ou sol pleno
Autor: Raul Cânovas

cipó-de-cobra

Nome Comum:
cipó-de-sino, cipó-cambira, cipó-de-cobra, cipó-alho.
Nome Científico:
Mansoa difficilis.
Grupo:
Trepadeiras
Autor: Raul Cânovas
Ideal para revestir pérgulas nas regiões de clima quente; como outras integrantes desta família vegetal, pode ser utilizada mesmo em solos relativamente pobres.
Coroando muros é, igualmente, uma escolha perfeita quando damos preferência a cipós cor-de-rosa-forte que além do mais, atraem borboletas.
Outra vantagem do cipó-de-sino é o rápido crescimento.
Frequentemente é confundida com a Saritae magnifica, sendo esta última diferente, por ter folhas compostas sempre, por dois folíolos de textura coriácea; característica rara entre as Bignoniaceas.
Sinônimos estrangeiros: mansoa (em inglês); mansoa (em espanhol). 
Família: Bignoniaceae. 
Características: trepadeira semi-lenhosa com gavinhas. 
Porte: até 5 m. 
Fenologia: verão e outono. 
Cor da flor: rosa. 
Cor da folhagem: verde-médio. 
Origem: América do Sul, Brasil e Norte da Argentina. 
Clima: tropical/ subtropical (quente e úmido). 
Luminosidade: sol pleno em locais de clima frio e meia-sombra em regiões mais quentes. 

palmeira-dos-brejos

Nome Comum:
buriti, miriti, muriti, palmeira-dos-brejos.
Nome Científico:
Mauritia flexuosa.
Grupo:
Palmeiras
Autor: Raul Cânovas
A mais aquática das palmeiras amazônicas, pode ser chamada de árvore-da-vida, visto que fornece uma série de benefícios aos habitantes da planície amazônica e da planície do Orinoco.
Da medula é extraída a fécula que, depois de preparada, se converte em pão; os frutos, em natura ou, na forma de doces, são boas sobremesas; com a seiva destilada pelo tronco, se produz vinho; as folhas servem de cama e cobertura de choupanas.
Habita, geralmente, os igapós (terrenos baixos e inundados) e as margens dos rios e riachos, conhecidos como igarapés.
Lastimo que a poluição dos rios, ocasionada pelos detritos químicos e pelo petróleo, esteja mermando estes miritizais. Estranho, também, seu raro emprego no paisagismo.
Sinônimos estrangeiros: moriche, morete, cananguche, aguaje, carandai-guazu, ideuí, chomyia (em espanhol); moriche palm, buriti palm, ???tree of life??? (em inglês). 
Família: Arecaceae. 
Características: a palmeira mais abundante no Brasil, é de grande importância econômica regional. 
Porte: 20 a 35 m de altura. 
Fenologia: verão e começo do outono. 
Cor da flor: branca amarelada. 
Cor da folhagem: verde claro a médio. 
Origem: região tropical da América do Sul. No Brasil, habita regiões do cerrado próximo a mananciais, na região central; no Pantanal mato-grossense; e na região sul da bacia amazônica. São as chamadas veredas, onde ocorrem os buritizais. 
Clima: tropical e subtropical quente (não tolera o frio). 
Luminosidade: sol pleno (e muita água). 

bonina

Nome Comum:
Maravilha, boa-noite, bonina, batata-de-purga, bela-noite, pó-de-arroz, erva-de-santa-catarina, balsamina, maravilha-de-forquilha, beijo-de-frade, flor-de-quatro-horas
Nome Científico:
Mirabilis jalapa
Grupo:
Arbustos
Autor: Raul Cânovas
Talvez o mais curioso desta planta seja o fato de, no mesmo pé, floresce em diferentes cores; percebi que a variedade de flores amarelas, com o tempo, tende a mudar para tons róseos e a de flores brancas, quando o arbustinho fica adulto, tinge as pétalas de lilás. Mas independente da cor, são perfumadas a partir do período da tarde para atrair a mariposa- esfinge.

É rústica a tal ponto que se torna espontânea, inclusive em regiões litorâneas.
 
Sinônimos estrangeiros Four-o???clock (em inglês) dondiego-de-noche, donpedros, periquitos (em espanhol) belle-de-nuit (em francês) la bella di notte (em italiano) wunderblume (em alemão) 
Família Nyctaginaceae 
Características Herbácea arbustiva perene 
Porte 0,70 a 1,20 m 
Cor da flor Branca, amarela, vermelha, roxa, rósea ou matizada; na primavera, no verão e no outono. 
Cor da folhagem Verde-claro 
Origem Vales andinos do Peru 
Clima Subtropical/tropical (não suportam geadas) 
Luminosidade Pleno sol